TJSC e Instituto Vilson Groh unem-se para levar cidadania às comunidades empobrecidas

Créditos: Fernando Evangelista/TJSC

Padre Vilson Groh é um símbolo da luta por justiça social, educação e inclusão na Grande Florianópolis. Morador do Maciço do Morro da Cruz há 41 anos, o sacerdote fundou um Instituto que leva seu nome, no centro da Capital, onde recebeu os dirigentes do Tribunal de Justiça de Santa Catarina para um café da manhã nesta quinta-feira (28).

A iniciativa do encontro partiu do Tribunal de Justiça catarinense com o intuito de aproximar o Judiciário, ainda mais, das comunidades empobrecidas e estabelecer as bases para um possível acordo de cooperação técnica com o Instituto.

“Temos um terreno fértil, aqui no Instituto Vilson Groh, para desenvolver parcerias e colaborar com diversos projetos sociais”, afirmou o desembargador João Henrique Blasi, presidente do TJSC. “Compartilhamos objetivos e compromissos comuns”, acrescentou Padre Vilson, “e eles visam a construção de uma sociedade com menos desigualdade, mais justa, com mais oportunidade para todos”.

Créditos: Fernando Evangelista/TJSC

Na abertura da reunião, o sacerdote ressaltou o ineditismo do encontro e a importância de se construir pontes a partir da troca de experiências. “É a primeira vez que recebemos, aqui no Instituto, os dirigentes de um Poder e, além disso, comprometidos com o diálogo, dispostos a fazer parcerias e com grande sensibilidade social”.

Magistrados que lidam, diariamente, com questões sociais de grande relevância estiveram presentes e apresentaram os projetos que desenvolvem. O desembargador Selso de Oliveira, coordenador do Programa Lar Legal, que já beneficiou 30 mil famílias no Estado, falou das ações pioneiras de regularização fundiária e de como, em parceria com lideranças comunitárias, a ação pode avançar ainda mais na Grande Florianópolis.

O desembargador Sérgio Izidoro Heil, responsável pela Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Ceij), destacou o Programa Novos Caminhos que oferece cursos de profissionalização e articula vagas no mercado de trabalho para adolescentes a partir dos 14 anos, residentes ou egressos das casas de acolhimento. Aos menores de 14 prevê ações de saúde, bem-estar e educação de contraturno, com o intuito de prepará-los para a etapa da profissionalização.

Créditos: Fernando Evangelista/TJSC

Já a desembargadora Salete Sommariva, à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), que também desenvolve um projeto social em Criciúma, enalteceu o trabalho aguerrido desenvolvido pelo Padre. “Não encontro palavras para descrever a admiração que tenho pela obra construída pelo senhor”, disse. Mesma admiração externada pelo desembargador Altamiro de Oliveira, 1º vice-presidente do TJ.

O Instituto Vilson Groh (IVG) é uma organização sem fins lucrativos que congrega seis organizações e trabalha em parceria com duas instituições de ensino. Oferece, de forma gratuita, programas formativos e de apoio a milhares de crianças, adolescentes e jovens na Grande Florianópolis e também na África.

Os números impressionam: apenas no ano passado, 5.971 crianças foram atendidas pelo IVG, 20.979 pessoas impactadas e 154 jovens inseridos no mercado de trabalho. Atualmente, por meio do Instituto, 427 jovens recebem bolsa de ensino técnico e superior, além de auxílio permanência nos cursos e projetos.

Créditos: Fernando Evangelista/TJSC

Não são apenas números. São pessoas com nome, sobrenome e agora com oportunidades, como Diego Nascimento dos Santos, jovem que foi atendido pelo projeto, morador do Maciço do Morro da Caixa, que se formou em Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina e hoje faz residência no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

“A cabeça da gente pensa onde nossos pés pisam”, disse emocionado, Léo Mauro Xavier, vice-presidente do Instituto, enfatizando que “o Judiciário, vindo aos territórios vulneráveis, sentindo e vendo a realidade das populações empobrecidas, nos dá a certeza de que podemos ter esperança de uma sociedade melhor, mais humana e mais fraterna. Só tenho a agradecer aos magistrados”.

Também participaram da reunião, o chefe da Casa Militar do TJSC, coronel Fábio José Martins; o coordenador executivo do Núcleo de Comunicação Institucional (NCI), Guilherme Corbetta, e colaboradores do Instituto: Walter Silva Koerich, Luciêni Braun, Priscila Souza, Fraya da Cunha, Mário Capella Tavares e Cláudio Floriani, todos colaboradores do Instituto.

Créditos: Fernando Evangelista/TJSC

Com informações da Assessoria de Comunicação do TJSC.

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